O que diz testemunha sobre técnica que acusa Magno Malta de agressão





Uma testemunha sobre o caso da técnica de enfermagem que acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão deu depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quarta-feira (6/5).


O Metrópoles apurou que o homem também é funcionário do Hospital DF Star, onde teria ocorrido a agressão. Ele contou aos investigadores que não presenciou o tapa no rosto, mas disse que viu a colega logo após a situação e citou que o óculos dela estariam tortos – o que, segundo a vítima, teria sido consequência da ação de Magno Malta.


Segundo a vítima, a agressão ocorreu durante um exame, na última quinta-feira (30/4), mesmo dia em que o boletim foi registrado. O hospital informou que abriu apuração administrativa sobre o caso. A técnica de enfermagem está afastada do trabalho por orientação do médico particular, segundo o hospital.


Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica:
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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: "Mentira"

Imagem cedida ao Metrópoles
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2 de 3Carlos Moura/Agência Senado
Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star
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Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star



De acordo com a profissional, o senador estava internado para realizar angiotomografia de tórax e coronárias. Ela era responsável por conduzi-lo até a sala de exames, realizar a monitorização e iniciar os procedimentos, incluindo o teste de acesso venoso com soro.


No início da injeção de contraste, o equipamento identificou oclusão e interrompeu automaticamente o procedimento. Ao verificar a situação, ela constatou o extravasamento do líquido no braço do paciente.


Quando a técnica explicou a necessidade de compressão no local, o parlamentar teria reagido de forma agressiva. Na ocasião, Malta teria se levantado do aparelho e, quando a profissional se aproximou para prestar assistência, o parlamentar desferiu um tapa no rosto dela, chegando a entortar seus óculos, além de chamá-la de “imunda” e “incompetente” – ambas as situações negadas pelo senador.


O deputado distrital Jorge Vianna (Democrata), que foi vice-presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate-DF) e acompanha o caso, repudiou a situação. “Ter uma profissional de enfermagem sendo agredida, seja verbal ou fisicamente, no seu local de trabalho só prova mais uma vez como a enfermagem é tratada em qualquer nível. Agora, partindo isso de um senador da República, deixa a gente mais indignado. E por mais que ele fale que não deu , por mais que ele não assuma isso, está claro que essa menina procurou a delegacia porque ela se sentiu de alguma forma agredida”, declarou.


O parlamentar disse que não se trata de uma “pauta política”. “Essa pauta é uma pauta de gênero, ou seja, um homem agredindo a mulher, essa é a motivação real”, disparou.


O outro lado


Nas redes sociais, o senador negou as agressões. “Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime”, disse.


O parlamentar também se pronunciou por meio de equipe jurídica, que emitiu nota. No documento, a defesa diz que Malta encontrava-se sob forte medicação, com a cognição comprometida. Nesse contexto, teria reagido ao sofrimento físico – e não à profissional –, acionando imediatamente o médico responsável por seu acompanhamento.



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