Ligação entre Santa Maria e Luziânia entra no radar com novo plano de BRT





Depois de anos restrito ao campo das promessas, o projeto de levar o BRT até Luziânia volta à cena com sinais mais concretos de avanço. A ligação entre Santa Maria e o município goiano, considerada estratégica para quem cruza diariamente a divisa entre Goiás e o Distrito Federal, entra em uma nova fase com estudos concluídos, desenho operacional definido e previsão de financiamento.


A proposta foi retomada com base em análises técnicas e ambientais que apontaram a BR-040 como o eixo mais adequado para a implantação do corredor exclusivo. O modelo escolhido prioriza o menor custo de execução, a capacidade de integração ao sistema já existente no DF e a maior flexibilidade para ajustes futuros, diante do crescimento da demanda.


O diagnóstico reforça um cenário já conhecido por quem depende do trajeto, o volume de passageiros segue elevado e tende a aumentar, pressionando ainda mais o sistema atual. A expectativa é que o BRT funcione como alternativa para reorganizar o fluxo, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar a capacidade de atendimento.


O secretário do Entorno de Goiás, Pábio Mossoró, afirmou que o projeto avança com uma base inédita de planejamento. Segundo ele, a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento e a consolidação dos estudos colocam a proposta em outro nível. “Agora a gente tem o projeto estruturado, com estudo completo e inserido no PAC. É um cenário bem diferente do que já vimos antes”, destacou.


Na mesma linha, o subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Angelo Pricinote, reconheceu o histórico de desconfiança da população, mas indicou que o momento é mais favorável. “Existe um receio natural por causa do passado, mas, desta vez, o trabalho técnico foi feito, e o projeto avançou. Hoje há mais segurança de que a obra pode realmente sair”, afirmou.


A previsão é de que o contrato com a Caixa Econômica Federal seja formalizado ainda em abril, garantindo um investimento estimado em R$ 970 milhões. A liberação dos recursos dependerá da entrega dos projetos executivos e da validação final dos estudos.


Se não houver entraves, a expectativa é iniciar as obras entre outubro e novembro. O novo planejamento tenta justamente evitar os problemas que travaram o projeto no passado, principalmente a falta de recursos e de aprovação federal.


O histórico pesa. Embora o BRT Sul tenha começado a operar em 2014, a expansão até Luziânia nunca foi efetivada. Entre 2015 e 2017, novas tentativas também não avançaram pelos mesmos motivos. Agora, com estrutura técnica consolidada e financiamento em negociação, o projeto volta ao debate com a promessa de sair do papel e mudar a dinâmica de deslocamento entre o Entorno e o DF.






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