
O número de atendimentos por síndromes gripais na rede pública do Distrito Federal caiu 41,1% entre janeiro e maio de 2026. Foram 82,7 mil registros neste ano, ante 140,7 mil no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF). Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) recuaram 24% na mesma comparação. A redução ocorreu em um período de vacinação contra doenças respiratórias, orientação sobre sinais de alerta e reforço da procura precoce pelas unidades básicas de saúde (UBSs), fatores que podem estar relacionados à queda.
Na UBS 4 do Guará, no Lúcio Costa, a médica Camila Damasceno, referência técnica em medicina da família e comunidade, citou medidas de proteção contra doenças respiratórias, como a atualização da caderneta de vacinação e os cuidados para evitar a transmissão de vírus respiratórios. “Além da vacina contra o VSR , os sintomas ficam mais brandos. Quando a gente se previne, protege os outros também”, disse. “Para as mães, o recado é não ter medo de vacinar. Vai dar tudo certo.”
A secretária Dinha Magalhães, 51 anos, também passou pela unidade em busca da vacina. Enquanto aguarda a liberação da vacina para seu grupo, ela mantém o uso de máscara e pretende voltar assim que puder. “Todos os anos eu venho tomar a vacina e, desde que tomo, não fico com aquela gripe horrível. Quem já está na faixa etária deve vir logo. Não tem fila, é rapidinho e não dói”, afirmou.
A vacinação é feita nas salas de vacina das UBSs, conforme a faixa etária e o grupo indicado para cada imunizante. É preciso apresentar documento de identificação e, quando possível, a caderneta de vacinação. Grupos prioritários por condição de saúde ou atividade profissional devem levar documento comprobatório, segundo a SES-DF.
O fortalecimento das UBSs também passa pela ampliação das equipes da rede pública. No início do mês, a governadora Celina Leão autorizou a contratação de 114 médicos de família e comunidade por meio de contratos temporários. Os profissionais vão atuar na Estratégia Saúde da Família, modelo responsável pelo acompanhamento contínuo dos pacientes e pela porta de entrada da população no SUS.
A rede também será reforçada com 50 profissionais aprovados em concurso vigente, sendo 45 médicos de diferentes especialidades e cinco psiquiatras, a partir de vagas remanescentes. Ao todo, são 164 médicos para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública.
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