COMO ISRAEL TRANSFORMOU O DESERTO EM UMA POTÊNCIA AGRÍCOLA
Imagine um país que irriga as plantas com água salgada e conseguiu
transformar um deserto árido em grandes terras agrícolas. Como esse país
localizado em um dos lugares mais secos da terra, conseguiu fazer um
abastecimento quase ilimitado de água? Israel tem seu território ocupado por
dois grandes desertos Negueve e Judéia. Apesar disso, Israel é o único país do planeta
que hoje tem menos superfície desértica em comparação há anos.
Todos os
anos, o país é responsável por exportar mais de . milhões de dólares
em produtos agrícolas como frutas e legumes. Mas como Israel conseguiu transformar o próprio
deserto em uma verdadeira potência agrícola e superou
a escassez de água? É o que vamos descobrir agora…
Segundo relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, mais de
% da população mundial sofrerá uma crise hídrica nas próximas décadas.
Uma crise que
afetará
todo o sistema alimentar mundial
e não se limitaria a punir apenas os países mais pobres.
Até mesmo aqueles países mais desenvolvidos
estarão possivelmente fadados a perder grande parte de sua agricultura caso isso aconteça.
Mas E em um país extremamente seco, com mais
de % de seu território ocupado pelo deserto, as consequências seriam ainda maiores.
Mas até o presente momento, a falta de água não parece ser muito preocupa
nte em Israel.
O
país além de ser muito próspero, é um importante exportador alimentar e
tem um abastecimento abundante de água. O que os torna capaz até mesmo
de fornecer água para os países vizinhos. Mas a questão é como eles conseguiram
superar esse problema com a água e o que podemos aprender com eles?
Para responder a essas perguntas, primeiro temos que entender um pouco da história de Israel.
Na década de , o território pertenc
ente hoje a Israel, era controlado
pelo governo britânico.
Que prevendo uma futura escassez de água, afirmaram que não seria viável a contínua
imigração de judeus por muito tempo. A partir desse momento, as organizações
judaicas da região compreenderam que o futuro deles estava no aumento
dos recursos hídricos. Porém, mesmo parecendo
um plano quase impossível, em , um dos engenheiros hidráulicos
mais conceituados do país, Simcha Blass,
um imigrante polonês, foi contratado para
elaborar
um plano para a obtenção da água. Um plano responsável por garantir o futuro de Israel.
Blass desenhou um plano de fases, praticamente o plano que foi executado durante
décadas e tornou possível a decolagem demográfica e econômica de Israel.
A primeira fase consistia na extração de água através da perfuração
profunda no subsolo do deserto. Simcha Blass estava convencido de que no subsol
o de Israel,
mesmo em áreas tão áridas como o
deserto de Negev, seria possível encontrar água.
Essa primeira etapa foi bem sucedida, mas ainda não era
o suficiente. O país precisava aproveitar toda a reserva acessível de água no local
e teriam que deslocar toda essa abundância hídrica para onde fosse necessário.
A segunda fase teve como objetivo bombear água do rio Jordão, o rio mais importante
da região, até o sul do país, chega
ndo até o deserto de Negev,
onde os novos colonos poderiam se
estabelecer e cultivar seus campos na região.
A última fase, era a mais importante para a conclusão do plano
a construção do Aqueduto Nacional. Uma obra de mais de km de extensão,
responsável por transportar água do norte do país, especialmente do Mar da Galiléia, o maior
lago de água doce do país, que se conectaria aos sistemas desenvolvidos nas fases anteriores.
Esse
enorme sistema hídrico passou a garantir o acesso à água doce em todo o
país,
e colocar esse plano em ação era algo extremamente urgente, pois o estado judeu
tinha mil habitantes quando declarou sua independência em , e nos anos seguintes,
mais mil pessoas chegaram ao país. Para cuidar de tantas pessoas, alimentá-los
e garantir sua sobrevivência, era necessário muita água.
Dessa forma, as restrições de água tornaram-se c
ada vez mais severas
e colocar o plano em prática era de extrema urgência.
O
problema é que era preciso muito dinheiro, e Israel não era um país rico naquela época.
Dos poucos recursos disponíveis para o novo governo israelense, muitos deles
eram destinados com gastos militares para a garantia de sua segurança e defesa nacional.
Foi aqui que o então primeiro-ministro de Israel, David Ben Gurion, tomou
uma das decisões mais controversa
s da história de Israel e poderia
acabar levando a um conflito civil.
O governo israelense
assinou um acordo que recebia uma indenização de milhões de marcos alemães
como compensação pelos crimes nazitas cometidos ao comando do Terceiro Reich contra o povo judeu.
Os israelenses sentiram que sua dor estava sendo comprada com um dos eventos
mais trágicos da história da humanidade. Apesar da insatisfação de muitos, protestos
e manifestaç
ões, o parlamento israelense, aprovou o acordo por apenas dois votos de diferença.
Após o acordo, o dinheiro
deixou de ser um problema e o plano
de execução hídrico foi iniciado. E em o aqueduto nacional passou
a ser uma realidade, sendo concluídas as três fases do projeto inicial. O abastecimento de
água foi finalmente garantido a todo o país. Sem este imenso trabalho podemos dizer que o
enorme crescimento econômico e demográfico que Isr
ael passou não teria sido possível.
Hoje, com mais de milhões de habitantes, Israel se tornou uma economia moderna e
próspera.
Mas precisava de mais água caso quisesse permanecer assim.
Com o início do século XXI, os problemas com o abastecimento de água voltaram a
ser um problema no país. E foi aqui que mais um plano foi lançado.
Em , foi tomada a decisão de transferir a gestão do sistema de água das mãos dos
políticos e pass
ou para uma agência que deveria gerenciar o sistema
de forma profissional, essa agência tomou medidas mais severas e passou a cobrar
o
preço real de custo para o fornecimento de água, sem os subsídios fornecidos pelo governo,
assim como acontece na maioria dos países. Essa medida não só promoveu a economia de água
na região como aumentou a receita do sistema para a construção de mais infra estruturas e
melhorias de sua manutenção. O dinheiro a
rrecadado propiciou
grandes melhoras no sistema, por exemplo para evitar vazamentos de
água nas tubulações, que em muitos países o
desperdício chega a
mais de % e em Israel está abaixo de %. A medida foi um completo sucesso.
Sem ter que limitar o abastecimento, o consumo de água público e privado caiu
quase % em todo o país. Para impulsionar ainda mais a inovação e
despreocupação com a água, o governo decidiu apoiar o invest
imento tecnológico de novas
empresas. E foi assim que Israel desenvolveu uma das grandes revoluções agrícolas das últimas
décadas a irrigação por
gotejamento. Uma técnica que economiza até %
de água e melhora o desempenho das colheitas até mesmo no deserto.
Outro campo em que os israelenses são particularmente bons é o de sementes. Tanto
tradicionais e geneticamente modificadas. Algo que lhes permitiu,
reduzir o consumo de água d
e cada planta. Algumas sementes podem ser regadas com
água salobra, uma água levemente salgada que existe em grande quantidade no subsolo
do país e foi por muito
tempo considerada sem uso.
Em Israel você pode encontrar melões, tomates, pimentão ou berinjela, entre muitos outros
tipos de frutas e legumes que são irrigados com uma mistura de água doce e salgada.
Nos últimos anos, Israel está investindo em projetos de reciclagem de água, e desenv
olveu uma
infraestrutura capaz de distribuir água tratada para todo o país. % de toda a água utilizada na
região é reaproveitada para agricultura e para irrigar parques e
campos de
golfe. Israel também se tornou um
dos líderes mundiais em tecnologia de dessalinização.
Uma das maiores plantas em volume e eficiência do mundo está localizada em Israel, capaz de
processar mais de milhões de litros de água por dia e pode ser a fon
te inesgotável
de água para sua população. E assim, foi como Israel superou
a seca que assolou a região desértica por milênios. Israel,
passou de um país seco e árido para o maior
centro de abastecimento de água do Oriente Médio.
Mas e aí, o que você achou do sistema desenvolvido por Israel? Acha que ele
poderia ser aplicado em outros países e ser a solução para a crise hídrica em muitos deles?
Deixe sua opinião aí nos comentários. M
uito obrigado por ter assistido esse
vídeo até aqui. Se você gostou, deixe seu like e se inscreva no canal para fortalecer
ainda mais nossa comunidade. Caso queira ver algum assunto específico aqui
no canal,
deixe sua sugestão nos comentários. Nos vemos no próximo vídeo. Até mais.
Português (Brasil)

Imagine um país que irriga as plantas com água salgada e conseguiu
transformar um deserto árido em grandes terras agrícolas. Como esse país
localizado em um dos lugares mais secos da terra, conseguiu fazer um abastecimento quase ilimitado de água?
Israel tem seu território ocupado por dois grandes desertos: Negueve e Judéia.
Apesar disso, Israel é o único país do planeta que hoje tem menos superfície desértica
em comparação há 50 anos.
Todos os anos, o país é responsável por exportar mais de 2.000 milhões de dólares em produtos agrícolas como frutas e legumes.
Mas como Israel conseguiu transformar o próprio deserto em uma verdadeira potência agrícola e superou
a escassez de água? É o que vamos descobrir neste vídeo.
✅ Instagram: https://www.instagram.com/culpeobruno
✅ Twitter: https://www.twitter.com/culpeobruno
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COMO ISRAEL TRANSFORMOU O DESERTO EM UMA POTÊNCIA AGRÍCOLA
Imagine um país que irriga as plantas com água salgada e conseguiu
transformar um deserto árido em grandes terras agrícolas. Como esse país
localizado em um dos lugares mais secos da terra, conseguiu fazer um
abastecimento quase ilimitado de água? Israel tem seu território ocupado por
dois grandes desertos Negueve e Judéia. Apesar disso, Israel é o único país do planeta
que hoje tem menos superfície desértica em comparação há anos.
Todos os
anos, o país é responsável por exportar mais de . milhões de dólares
em produtos agrícolas como frutas e legumes. Mas como Israel conseguiu transformar o próprio
deserto em uma verdadeira potência agrícola e superou
a escassez de água? É o que vamos descobrir agora…
Segundo relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, mais de
% da população mundial sofrerá uma crise hídrica nas próximas décadas.
Uma crise que
afetará
todo o sistema alimentar mundial
e não se limitaria a punir apenas os países mais pobres.
Até mesmo aqueles países mais desenvolvidos
estarão possivelmente fadados a perder grande parte de sua agricultura caso isso aconteça.
Mas E em um país extremamente seco, com mais
de % de seu território ocupado pelo deserto, as consequências seriam ainda maiores.
Mas até o presente momento, a falta de água não parece ser muito preocupa
nte em Israel.
O
país além de ser muito próspero, é um importante exportador alimentar e
tem um abastecimento abundante de água. O que os torna capaz até mesmo
de fornecer água para os países vizinhos. Mas a questão é como eles conseguiram
superar esse problema com a água e o que podemos aprender com eles?
Para responder a essas perguntas, primeiro temos que entender um pouco da história de Israel.
Na década de , o território pertenc
ente hoje a Israel, era controlado
pelo governo britânico.
Que prevendo uma futura escassez de água, afirmaram que não seria viável a contínua
imigração de judeus por muito tempo. A partir desse momento, as organizações
judaicas da região compreenderam que o futuro deles estava no aumento
dos recursos hídricos. Porém, mesmo parecendo
um plano quase impossível, em , um dos engenheiros hidráulicos
mais conceituados do país, Simcha Blass,
um imigrante polonês, foi contratado para
elaborar
um plano para a obtenção da água. Um plano responsável por garantir o futuro de Israel.
Blass desenhou um plano de fases, praticamente o plano que foi executado durante
décadas e tornou possível a decolagem demográfica e econômica de Israel.
A primeira fase consistia na extração de água através da perfuração
profunda no subsolo do deserto. Simcha Blass estava convencido de que no subsol
o de Israel,
mesmo em áreas tão áridas como o
deserto de Negev, seria possível encontrar água.
Essa primeira etapa foi bem sucedida, mas ainda não era
o suficiente. O país precisava aproveitar toda a reserva acessível de água no local
e teriam que deslocar toda essa abundância hídrica para onde fosse necessário.
A segunda fase teve como objetivo bombear água do rio Jordão, o rio mais importante
da região, até o sul do país, chega
ndo até o deserto de Negev,
onde os novos colonos poderiam se
estabelecer e cultivar seus campos na região.
A última fase, era a mais importante para a conclusão do plano
a construção do Aqueduto Nacional. Uma obra de mais de km de extensão,
responsável por transportar água do norte do país, especialmente do Mar da Galiléia, o maior
lago de água doce do país, que se conectaria aos sistemas desenvolvidos nas fases anteriores.
Esse
enorme sistema hídrico passou a garantir o acesso à água doce em todo o
país,
e colocar esse plano em ação era algo extremamente urgente, pois o estado judeu
tinha mil habitantes quando declarou sua independência em , e nos anos seguintes,
mais mil pessoas chegaram ao país. Para cuidar de tantas pessoas, alimentá-los
e garantir sua sobrevivência, era necessário muita água.
Dessa forma, as restrições de água tornaram-se c
ada vez mais severas
e colocar o plano em prática era de extrema urgência.
O
problema é que era preciso muito dinheiro, e Israel não era um país rico naquela época.
Dos poucos recursos disponíveis para o novo governo israelense, muitos deles
eram destinados com gastos militares para a garantia de sua segurança e defesa nacional.
Foi aqui que o então primeiro-ministro de Israel, David Ben Gurion, tomou
uma das decisões mais controversa
s da história de Israel e poderia
acabar levando a um conflito civil.
O governo israelense
assinou um acordo que recebia uma indenização de milhões de marcos alemães
como compensação pelos crimes nazitas cometidos ao comando do Terceiro Reich contra o povo judeu.
Os israelenses sentiram que sua dor estava sendo comprada com um dos eventos
mais trágicos da história da humanidade. Apesar da insatisfação de muitos, protestos
e manifestaç
ões, o parlamento israelense, aprovou o acordo por apenas dois votos de diferença.
Após o acordo, o dinheiro
deixou de ser um problema e o plano
de execução hídrico foi iniciado. E em o aqueduto nacional passou
a ser uma realidade, sendo concluídas as três fases do projeto inicial. O abastecimento de
água foi finalmente garantido a todo o país. Sem este imenso trabalho podemos dizer que o
enorme crescimento econômico e demográfico que Isr
ael passou não teria sido possível.
Hoje, com mais de milhões de habitantes, Israel se tornou uma economia moderna e
próspera.
Mas precisava de mais água caso quisesse permanecer assim.
Com o início do século XXI, os problemas com o abastecimento de água voltaram a
ser um problema no país. E foi aqui que mais um plano foi lançado.
Em , foi tomada a decisão de transferir a gestão do sistema de água das mãos dos
políticos e pass
ou para uma agência que deveria gerenciar o sistema
de forma profissional, essa agência tomou medidas mais severas e passou a cobrar
o
preço real de custo para o fornecimento de água, sem os subsídios fornecidos pelo governo,
assim como acontece na maioria dos países. Essa medida não só promoveu a economia de água
na região como aumentou a receita do sistema para a construção de mais infra estruturas e
melhorias de sua manutenção. O dinheiro a
rrecadado propiciou
grandes melhoras no sistema, por exemplo para evitar vazamentos de
água nas tubulações, que em muitos países o
desperdício chega a
mais de % e em Israel está abaixo de %. A medida foi um completo sucesso.
Sem ter que limitar o abastecimento, o consumo de água público e privado caiu
quase % em todo o país. Para impulsionar ainda mais a inovação e
despreocupação com a água, o governo decidiu apoiar o invest
imento tecnológico de novas
empresas. E foi assim que Israel desenvolveu uma das grandes revoluções agrícolas das últimas
décadas a irrigação por
gotejamento. Uma técnica que economiza até %
de água e melhora o desempenho das colheitas até mesmo no deserto.
Outro campo em que os israelenses são particularmente bons é o de sementes. Tanto
tradicionais e geneticamente modificadas. Algo que lhes permitiu,
reduzir o consumo de água d
e cada planta. Algumas sementes podem ser regadas com
água salobra, uma água levemente salgada que existe em grande quantidade no subsolo
do país e foi por muito
tempo considerada sem uso.
Em Israel você pode encontrar melões, tomates, pimentão ou berinjela, entre muitos outros
tipos de frutas e legumes que são irrigados com uma mistura de água doce e salgada.
Nos últimos anos, Israel está investindo em projetos de reciclagem de água, e desenv
olveu uma
infraestrutura capaz de distribuir água tratada para todo o país. % de toda a água utilizada na
região é reaproveitada para agricultura e para irrigar parques e
campos de
golfe. Israel também se tornou um
dos líderes mundiais em tecnologia de dessalinização.
Uma das maiores plantas em volume e eficiência do mundo está localizada em Israel, capaz de
processar mais de milhões de litros de água por dia e pode ser a fon
te inesgotável
de água para sua população. E assim, foi como Israel superou
a seca que assolou a região desértica por milênios. Israel,
passou de um país seco e árido para o maior
centro de abastecimento de água do Oriente Médio.
Mas e aí, o que você achou do sistema desenvolvido por Israel? Acha que ele
poderia ser aplicado em outros países e ser a solução para a crise hídrica em muitos deles?
Deixe sua opinião aí nos comentários. M
uito obrigado por ter assistido esse
vídeo até aqui. Se você gostou, deixe seu like e se inscreva no canal para fortalecer
ainda mais nossa comunidade. Caso queira ver algum assunto específico aqui
no canal,
deixe sua sugestão nos comentários. Nos vemos no próximo vídeo. Até mais.
Português (Brasil)

Imagine um país que irriga as plantas com água salgada e conseguiu
transformar um deserto árido em grandes terras agrícolas. Como esse país
localizado em um dos lugares mais secos da terra, conseguiu fazer um abastecimento quase ilimitado de água?
Israel tem seu território ocupado por dois grandes desertos: Negueve e Judéia.
Apesar disso, Israel é o único país do planeta que hoje tem menos superfície desértica
em comparação há 50 anos.
Todos os anos, o país é responsável por exportar mais de 2.000 milhões de dólares em produtos agrícolas como frutas e legumes.
Mas como Israel conseguiu transformar o próprio deserto em uma verdadeira potência agrícola e superou
a escassez de água? É o que vamos descobrir neste vídeo.
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